PradoDiz.com

Vinho brasileiro

e seus inimigos.

· por ·

Quando fui pela primeira vez no Les Présidents do chef Jacquin fui puramente pelo hype. Conta cara. Experiência agradável mas muito do sabor dos pratos acabou diluído no preço dos mesmos.

Lembro-me de abrir a carta de vinhos e ver essa frase ↓

Allez viens, j't'emmène au vent (...)

Me pergunto quantas coisas brasileiras de excelente qualidade não têm exatamente esses dois inimigos: imposto e preconceito.

Ah!... Aquele revirar de olhos ao ler um made in Brazil em algum lugar. Trocássemos os rótulos, e provavelmente o produto seria apreciado como nunca. Inclusive, quem diz a frase é um francês, de um país incontestavelmente referência no assunto.

Acredito que provamos menos o vinho e mais a história dele - o paladar não sente um gosto real, mas enviesado pelo que os olhos fotografaram do rótulo, da origem e do preço.

Acabei pedindo um vinho brasileiro. Foi excelente.

Rodrigo Prado Escrevo apenas por hobby. Fora daqui sou médico especialista em clínica e fundador do Dose de Clínica. Conheça mais sobre mim clicando aqui.

Sobre a escrita

Não sei se puritano seria exatamente a palavra adequada para descrever o jeito que pretendo escrever aqui. Confesso que apenas me incomoda perceber os trejeitos e termos de texto de IA em tudo hoje em dia. O objetivo desse blog é exatamente o de tentar conservar, ao menos para mim, uma escrita mais pura.

Todos os meus textos aqui são escritos em editores sem correção automática ou interface de IA, como o One Markdown ou o Obsidian a depender do computador que estou utilizando. Após o texto pronto, eu mesmo o releio algumas vezes em busca de melhorias na estrutura das frases ou correções gramaticais óbvias. Quando tenho dúvida na escrita de alguma palavra, procuro no Google. Antigamente apareciam páginas de dicionários nas respostas, mas hoje a própria IA da plataforma responde antes de qualquer resultado.

Enfim.

Entenda, com isso, que os textos aqui podem não ser isentos de erros de concordância ou de gramática. Nem mesmo de grafia das palavras. Eu podia jurar, por exemplo, que o certo era "aficcionado", mas aparentemente o correto é "aficionado".

Além disso, ressalto que tudo que escrevo aqui é opinião minha. Não falo em nome de nenhuma instituição ou empresa onde trabalho ou já trabalhei. E, mesmo sendo médico, nada do que estiver aqui deve ser tomado como orientação médica.

Com esses detalhes em mente, espero que aproveite a leitura.