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Estética Antiga

o mundo mudou muito ou apenas nossa capacidade de digitalizá-lo é que melhorou?

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Há algum tempo vi uma trend no Instagram onde o autor provocava-nos ao mostrar imagens dos dias atuais filmadas com câmeras antigas. Perguntava se as coisas realmente mudaram tanto assim ou se apenas nossa capacidade de gerar e gravar imagens tornou-se mais e mais nítida e eficiente.

De fato, no vídeo em questão, apesar de ver as recentes placas do Mercosul nos carros, o conteúdo como um todo fazia parecer que estávamos na década de 90.

Não me considero particularmente saudosista, mas além de tirar fotos com o celular, sempre levo uma Sony Cybershot (comprada em ~2010?) nas viagens que faço. Não porque goste especialmente das fotos dela, mas fotografar algo com uma câmera dispensando toda a praticidade do telefone parece me fazer valorizar mais aquela imagem. Faz sentido?

A foto abaixo é de Paris, em julho do ano passado. Mas poderia ser da mesma Paris, em 2010, não?

jul 2025, Paris-FRA

Conseguem perceber uma aura mais primitiva para a imagem? O céu acinzentado capturado por um dispositivo que sabidamente não se comporta tão bem na semi-luz; o granulado fino que acomete bordas de objetos distantes; a pouca nitidez dos reflexos na água.

Apesar de ser uma fotografia, em qualidade, pior do que qualquer iPhone ≥ 5s geraria, existe uma certa beleza nesse tipo de estética, não? Ou sou só eu que acho?

Rodrigo Prado Escrevo apenas por hobby. Fora daqui sou médico especialista em clínica e fundador do Dose de Clínica. Conheça mais sobre mim clicando aqui.

Sobre a escrita

Não sei se puritano seria exatamente a palavra adequada para descrever o jeito que pretendo escrever aqui. Confesso que apenas me incomoda perceber os trejeitos e termos de texto de IA em tudo hoje em dia. O objetivo desse blog é exatamente o de tentar conservar, ao menos para mim, uma escrita mais pura.

Todos os meus textos aqui são escritos em editores sem correção automática ou interface de IA, como o One Markdown ou o Obsidian a depender do computador que estou utilizando. Após o texto pronto, eu mesmo o releio algumas vezes em busca de melhorias na estrutura das frases ou correções gramaticais óbvias. Quando tenho dúvida na escrita de alguma palavra, procuro no Google. Antigamente apareciam páginas de dicionários nas respostas, mas hoje a própria IA da plataforma responde antes de qualquer resultado.

Enfim.

Entenda, com isso, que os textos aqui podem não ser isentos de erros de concordância ou de gramática. Nem mesmo de grafia das palavras. Eu podia jurar, por exemplo, que o certo era "aficcionado", mas aparentemente o correto é "aficionado".

Além disso, ressalto que tudo que escrevo aqui é opinião minha. Não falo em nome de nenhuma instituição ou empresa onde trabalho ou já trabalhei. E, mesmo sendo médico, nada do que estiver aqui deve ser tomado como orientação médica.

Com esses detalhes em mente, espero que aproveite a leitura.