Estética Antiga
o mundo mudou muito ou apenas nossa capacidade de digitalizá-lo é que melhorou?
Há algum tempo vi uma trend no Instagram onde o autor provocava-nos ao mostrar imagens dos dias atuais filmadas com câmeras antigas. Perguntava se as coisas realmente mudaram tanto assim ou se apenas nossa capacidade de gerar e gravar imagens tornou-se mais e mais nítida e eficiente.
De fato, no vídeo em questão, apesar de ver as recentes placas do Mercosul nos carros, o conteúdo como um todo fazia parecer que estávamos na década de 90.
Não me considero particularmente saudosista, mas além de tirar fotos com o celular, sempre levo uma Sony Cybershot (comprada em ~2010?) nas viagens que faço. Não porque goste especialmente das fotos dela, mas fotografar algo com uma câmera dispensando toda a praticidade do telefone parece me fazer valorizar mais aquela imagem. Faz sentido?
A foto abaixo é de Paris, em julho do ano passado. Mas poderia ser da mesma Paris, em 2010, não?

Conseguem perceber uma aura mais primitiva para a imagem? O céu acinzentado capturado por um dispositivo que sabidamente não se comporta tão bem na semi-luz; o granulado fino que acomete bordas de objetos distantes; a pouca nitidez dos reflexos na água.
Apesar de ser uma fotografia, em qualidade, pior do que qualquer iPhone ≥ 5s geraria, existe uma certa beleza nesse tipo de estética, não? Ou sou só eu que acho?
Rodrigo Prado Escrevo apenas por hobby. Fora daqui sou médico especialista em clínica e fundador do Dose de Clínica. Conheça mais sobre mim clicando aqui.
