Discurso de Metafísica
Gottfried Wilhelm Leibniz
Lido de 06 a 12 out 2026
Minhas notas (5)
Interessante o otimismo que o autor começa o livro. Na verdade, não sei se otimismo é a palavra exata... Talvez seja melhor algo como "crença absoluta na bondade divina".
Começo a compreender melhor a linha de raciocínio e a ideia famosa de Leibniz sobre "Esse é o melhor mundo possível"
Assim começa o Cap. VII: "É muito difícil distinguir as ações de Deus das ações das criaturas. Há quem creia que Deus faça tudo, outros imagem que Ele não faça mais do que conservar a força que deu as criaturas". Problema antigo e honestamente perpétuo. Quando alguém faz algo - bom ou ruim - quanto exatamente de participação de "Deus" existe naquele ato?
Quando caímos na tentação de contemplar a "maldade do mundo" e relacioná-la com Deus, por exemplo. Quero dizer, é realmente o mundo quem pratica essa maldade? Ou são humanos? Como exatamente Deus participaria disso e em que medida?
Os filósofos mais contemporâneos que me perdoem, mas que experiência agradável considero ler simplesmente os pensamentos do autor. Sem aquele excessivo número de citações, referências, etc. Entendo a importância do método, especialmente quando interpretado como parte de um continuum de pensamento filosófico, mas o jeito que Leibniz escreve esse livro parece ser muito muito mais confortável de ler.
Ok, É errado pensar que "penso em Deus" → Ele existe já que podemos pensar em coisas impossíveis.
Mas basta que Deus seja possível para que Ele exista?
Muita coisa parece acontecer justamente nos capítulos finais. Interessante a ideia de "Cidade de Deus". O último, sobre Jesus Cristo, também igualmente interessante. A felicidade meio que vem para quem ama a Deus, acho.
Obra profunda, muito mais religiosa do que eu imagina embora dotada sim de uma espécie de realismo investigativo / lógico.
Achei pouquíssimo para poder dizer que compreendo melhor o autor. Não escaparei de ter que ler "... teodiceia".